GAROA DE CHUMBO
São Paulo há muito tempo é conhecida pelo caos urbano. Engarrafamentos, trabalho 24h, almas vagando dentro de corpos ocupados. Mas nunca se imaginou que esta cidade poderia ficar ainda pior. Ruas vazias, comércio fechado, nenhuma viva alma nas ruas.
Nesta época de faroeste, bandidos e mocinhos vêm se enfrentando diariamente. O problema é que nem eles mesmos sabem mais em qual categoria se enquadram. Um caso complicado, tanto de resolver, quanto de entender.
A polícia sempre trabalhou duro pra corromper sua imagem e incentivar o crime. Sim, peço licença pra generalizar. Por isso acabou sendo vista também como bandidos. Mas na última semana, voltou a ocupar seu espaço de mocinho, aquele personagem frágil que sofre as injustiças do mundo. Policiais foram brutalmente atacados por outros bandidos. Os assumidos. A mídia do mundo todo se comoveu. Eu também me comovi. Mas por pouco tempo. Quem sobreviveu se aproveitou da benevolência da vingança para formar grupos de extermínio. Seja por ódio, ou simplesmente pra treinar a mira em alvos móveis.
E foi assim que os bandidos viraram mocinhos. Se infiltraram no bolo dos inocentes que estão morrendo, como quem se disfarça no meio de uma multidão. As pessoas não sabem separar e acham que morador da periferia é um bloco só: ora culpados, ora inocentes. Mais uma vez generalizando, os que estão morrendo são inocentes, então todos são inocentes injustiçados. Os verdadeiros culpados pela matança inicial estão por aí, curtindo um Jornal nacional recheado de sangue fresquinho. A vida já não tem mais valor. Enquanto isso, a opinião pública está se levantando em prol dos fracos e oprimidos.
Confuso. Muito confuso. Ninguém mais sabe pra quem torcer. A verdade é que nesta guerra, ninguém mais sabe nem quem é quem. Como numa boa partida de futebol, policiais e bandidos deveriam usar camisas de cores específicas pra diferenciar. Deve ser por isso mesmo que existe a farda. De um lado do campo, os bandidos que estão virando mocinhos. Do outro, os mocinhos que já viraram bandidos há muito tempo. No meio, a população inocente sendo baleada no fogo cruzado.
Nesta época de faroeste, bandidos e mocinhos vêm se enfrentando diariamente. O problema é que nem eles mesmos sabem mais em qual categoria se enquadram. Um caso complicado, tanto de resolver, quanto de entender.
A polícia sempre trabalhou duro pra corromper sua imagem e incentivar o crime. Sim, peço licença pra generalizar. Por isso acabou sendo vista também como bandidos. Mas na última semana, voltou a ocupar seu espaço de mocinho, aquele personagem frágil que sofre as injustiças do mundo. Policiais foram brutalmente atacados por outros bandidos. Os assumidos. A mídia do mundo todo se comoveu. Eu também me comovi. Mas por pouco tempo. Quem sobreviveu se aproveitou da benevolência da vingança para formar grupos de extermínio. Seja por ódio, ou simplesmente pra treinar a mira em alvos móveis.
E foi assim que os bandidos viraram mocinhos. Se infiltraram no bolo dos inocentes que estão morrendo, como quem se disfarça no meio de uma multidão. As pessoas não sabem separar e acham que morador da periferia é um bloco só: ora culpados, ora inocentes. Mais uma vez generalizando, os que estão morrendo são inocentes, então todos são inocentes injustiçados. Os verdadeiros culpados pela matança inicial estão por aí, curtindo um Jornal nacional recheado de sangue fresquinho. A vida já não tem mais valor. Enquanto isso, a opinião pública está se levantando em prol dos fracos e oprimidos.
Confuso. Muito confuso. Ninguém mais sabe pra quem torcer. A verdade é que nesta guerra, ninguém mais sabe nem quem é quem. Como numa boa partida de futebol, policiais e bandidos deveriam usar camisas de cores específicas pra diferenciar. Deve ser por isso mesmo que existe a farda. De um lado do campo, os bandidos que estão virando mocinhos. Do outro, os mocinhos que já viraram bandidos há muito tempo. No meio, a população inocente sendo baleada no fogo cruzado.

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