ACIDENTE
Enquanto todos morrem de medo de viver na ponta do abismo, eu te grito lá de baixo: “Pula! Pula! Pula!”. Pode pular. Eu cheguei aqui primeiro e sobrevivi. Na sua vinda, prometo ainda te segurar. Você não vai se machucar, pode confiar em mim. A não ser que, no meio do caminho, você resolva mudar de direção. Aí não garanto nada. É bom se concentrar.
Durante anos você ficou ali, se agarrando com a ponta dos seus dedos. Cansado, desesperado para voltar lá pra cima. Sempre disseram pra não olhar pra baixo porque dava medo. E dá mesmo, acredite. O mesmo medo que você sente ao entrar pela primeira vez no mar. Você não sabe o que esperar, perde o controle da situação e não pára pra pensar como pode ser bom se deixar levar. Os equilibristas nunca olham pra baixo com medo de cair. Mas o desequilíbrio pode ser uma forma do seu corpo te avisar que lá embaixo pode ser bem mais divertido.
Deixa cair. A gravidade e o tempo vão te jogar de qualquer forma. Mas o momento pode nunca mais ser tão bom quanto este. Vem dançar comigo aqui embaixo. A gente nem precisa saber todos os passos. Não precisa de nenhum, na verdade. É só deixar o nosso corpo dar o ritmo. Adorei seguir o ritmo do seu. Um dois pra lá, dois pra cá nunca foi tão completo. Pelo menos foi o que meu corpo sentiu: pulos e piruetas a cada movimento.
Então pula! Mas pula rápido. Aqui embaixo tem outro abismo e estou cansada de me segurar sem o apoio das suas mãos. Se você não pular logo, juro que eu pulo!
Durante anos você ficou ali, se agarrando com a ponta dos seus dedos. Cansado, desesperado para voltar lá pra cima. Sempre disseram pra não olhar pra baixo porque dava medo. E dá mesmo, acredite. O mesmo medo que você sente ao entrar pela primeira vez no mar. Você não sabe o que esperar, perde o controle da situação e não pára pra pensar como pode ser bom se deixar levar. Os equilibristas nunca olham pra baixo com medo de cair. Mas o desequilíbrio pode ser uma forma do seu corpo te avisar que lá embaixo pode ser bem mais divertido.
Deixa cair. A gravidade e o tempo vão te jogar de qualquer forma. Mas o momento pode nunca mais ser tão bom quanto este. Vem dançar comigo aqui embaixo. A gente nem precisa saber todos os passos. Não precisa de nenhum, na verdade. É só deixar o nosso corpo dar o ritmo. Adorei seguir o ritmo do seu. Um dois pra lá, dois pra cá nunca foi tão completo. Pelo menos foi o que meu corpo sentiu: pulos e piruetas a cada movimento.
Então pula! Mas pula rápido. Aqui embaixo tem outro abismo e estou cansada de me segurar sem o apoio das suas mãos. Se você não pular logo, juro que eu pulo!

1 Comments:
pula porra!
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