PRA QUEM, SENÃO VOCÊ?
Pare de se vangloriar. Esse texto não foi escrito especialmente para você. Da primeira até a última linha.
Nunca me faltou vontade de dizer tudo que eu desdisse. É essa mania de menina de esconder os segredos no diário que eu nunca perdi. Agora fica mais difícil falar, deixando minhas páginas expostas para que qualquer um possa folhear.
Não me entenda mal. Acho que não estou sabendo me expressar. É que, quando penso bem, esqueço de todo aquele texto que ensaiei tanto para decorar. Aquela cena perfeita que passei e repassei à exaustão na minha mente, vira um conto surrealista, de onde saio sem saber nem como entrei. Da mesma forma como até agora não sei como a nossa história começou. Não que tenha sido uma história, propriamente dita. Foi só um causo, desses que no máximo dão um dedo de prosa no botequim da esquina. Mas, se for contar mesmo, não dá nem uma página. É por isso que não escrevo sobre você. Sobre como nos conhecemos quase sem querer. Como nos envolvemos pelo excesso de querer. Como nos afastamos pela falta do querer.
Também nunca fui muito boa com datas. Não sei em que momento me apaixonei nem que te esqueci. Às vezes acho até que foi tudo ao mesmo tempo. Mas talvez não tenha sido em tempo nenhum. Esse velho hábito de trancar meus segredos. Acontece que, em algum momento no meio do caminho, perdi a chave, mantendo o mistério até pra mim mesma. A obra da minha vida nunca foi interessante ao ponto de me fazer decorar os diálogos e narrações.
Como prova de que não escrevo pensando em você, vou terminar esse texto bem de repente, como terminou a nossa história. E de trás pra frente, como fomos do fim ao início. Para deixar isso bem claro, nada melhor do que uma dedicatória para outras pessoas.
“Aos que nunca acreditaram no meu talento, aos que não ofereceram nenhuma ajuda ao longo do trabalho e, principalmente, a quem não teve paciência de chegar nem ao final para ler essa dedicatória”. Pensando bem, agora percebo que esse texto foi escrito do início ao fim para você. Pode se vangloriar.
Nunca me faltou vontade de dizer tudo que eu desdisse. É essa mania de menina de esconder os segredos no diário que eu nunca perdi. Agora fica mais difícil falar, deixando minhas páginas expostas para que qualquer um possa folhear.
Não me entenda mal. Acho que não estou sabendo me expressar. É que, quando penso bem, esqueço de todo aquele texto que ensaiei tanto para decorar. Aquela cena perfeita que passei e repassei à exaustão na minha mente, vira um conto surrealista, de onde saio sem saber nem como entrei. Da mesma forma como até agora não sei como a nossa história começou. Não que tenha sido uma história, propriamente dita. Foi só um causo, desses que no máximo dão um dedo de prosa no botequim da esquina. Mas, se for contar mesmo, não dá nem uma página. É por isso que não escrevo sobre você. Sobre como nos conhecemos quase sem querer. Como nos envolvemos pelo excesso de querer. Como nos afastamos pela falta do querer.
Também nunca fui muito boa com datas. Não sei em que momento me apaixonei nem que te esqueci. Às vezes acho até que foi tudo ao mesmo tempo. Mas talvez não tenha sido em tempo nenhum. Esse velho hábito de trancar meus segredos. Acontece que, em algum momento no meio do caminho, perdi a chave, mantendo o mistério até pra mim mesma. A obra da minha vida nunca foi interessante ao ponto de me fazer decorar os diálogos e narrações.
Como prova de que não escrevo pensando em você, vou terminar esse texto bem de repente, como terminou a nossa história. E de trás pra frente, como fomos do fim ao início. Para deixar isso bem claro, nada melhor do que uma dedicatória para outras pessoas.
“Aos que nunca acreditaram no meu talento, aos que não ofereceram nenhuma ajuda ao longo do trabalho e, principalmente, a quem não teve paciência de chegar nem ao final para ler essa dedicatória”. Pensando bem, agora percebo que esse texto foi escrito do início ao fim para você. Pode se vangloriar.

1 Comments:
gostei disso.
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