<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966</id><updated>2011-04-21T23:42:07.830-03:00</updated><title type='text'>Brancas Páginas</title><subtitle type='html'>Brincando de colorir com algumas letras</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-8335763321290992312</id><published>2008-11-04T01:02:00.001-02:00</published><updated>2008-11-04T01:04:22.796-02:00</updated><title type='text'>Obs.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O futuro chega a cada dia, depois de cada pedra que tiro do meu caminho e que coloco direto nesse muro que me protege do resto do mundo. Criei o meu protesto e a opressão, o pecado e a oração. E a vida vai acontecendo em paralelo com outras, se entrelaçando e desprendendo num vai-vem sem fim. Não são as mãos do destino. São as minhas mesmas, as únicas responsáveis por esses movimentos.&lt;br /&gt;Nem sempre me transformo no que escolho. Mas com certeza sou o que construí a sós, a dois, a três, por todos. A cada escolha que deixei nas mãos dos outros ou da sorte, a cada espera com tom de omissão. Na verdade, quando chega a hora de pagar essa conta, não tem quem dê um desconto. É minha responsabilidade, numa espécie de autopunição que aos poucos é esquecida até que eu sinta vontade de fazer tudo de novo. Aquele erro que, como todo vício, sempre parece o certo e nos joga no pior lugar do mundo. Nessa hora fica tão óbvio que até perde o sentido.&lt;br /&gt;Você voltou. Minha agonia te acompanhou. Juntos, nunca seremos bons o suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-8335763321290992312?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/8335763321290992312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=8335763321290992312&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/8335763321290992312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/8335763321290992312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2008/11/obs.html' title='Obs.'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-5269618099343803494</id><published>2007-09-17T23:06:00.000-03:00</published><updated>2007-09-17T23:07:09.965-03:00</updated><title type='text'>SEM COMENTÁRIOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;O silêncio aproxima as pessoas. As tornam cúmplices da falta do que dizer. Nunca entendi o que as pessoas tinham contra ele. Inventaram a conversa de elevador, a discussão do relacionamento, o papo de botequim e até a lorota – pura falta do que dizer.&lt;br /&gt;Deve ser por isso que o mundo anda tão barulhento. Muita gente falando ao mesmo tempo. Pode fechar os olhos e prestar atenção: trilhões de pessoas estão falando inutilidades neste momento. Ninguém percebe que, por mais esclarecedora que uma conversa possa ser, nossa imaginação é sempre bem mais divertida.&lt;br /&gt;Silêncio não é omissão. É protesto. Não é descaso. É atenção. Apóio quem fala o que pensa. Mas, por favor, fale baixo para não incomodar o pensamento dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-5269618099343803494?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/5269618099343803494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=5269618099343803494&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/5269618099343803494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/5269618099343803494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2007/09/sem-comentrios.html' title='SEM COMENTÁRIOS'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-4489106539052955256</id><published>2007-05-23T00:09:00.000-03:00</published><updated>2007-05-23T00:11:35.889-03:00</updated><title type='text'>PLANTA DE ESTAMPA</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A rosa saiu da estampa florida&lt;br /&gt;O mundo inteiro ao seu caule queria deixar&lt;br /&gt;Largou as companheiras de textura sem despedida&lt;br /&gt;Pra prisão do pano nunca mais voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou de mão em mão:&lt;br /&gt;Crianças que brincavam&lt;br /&gt;Adolescentes que amavam&lt;br /&gt;Adultos que se desculpavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sem cuidado&lt;br /&gt;Desatentos aos detalhes&lt;br /&gt;Do espinho até o botão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nasceu, acabou debaixo da terra&lt;br /&gt;Enterrada, semeada, adubada&lt;br /&gt;Enfeite póstumo em caixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, sempre retornamos às nossas origens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-4489106539052955256?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/4489106539052955256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=4489106539052955256&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/4489106539052955256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/4489106539052955256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2007/05/planta-de-estampa.html' title='PLANTA DE ESTAMPA'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-7601038004584602802</id><published>2007-05-15T23:09:00.000-03:00</published><updated>2007-05-15T23:10:55.162-03:00</updated><title type='text'>IMPREVISTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De tanto correr, fui a que mais caiu no chão.&lt;br /&gt;De tanto tropeçar, fui a que mais me estenderam a mão.&lt;br /&gt;Sempre em busca de novos ares, sopros e direção.&lt;br /&gt;Do outro lado da rua, se debruçando no meio-fio, ouvi um grito que seria para sempre a voz do meu silêncio. Me assustei ao perceber o quanto é fácil manter a indiferença ao sentimento alheio. Ter poder é estar perto alguém que dependa de você. Em uma época onde sempre nos sentimos por baixo, a sensação de superioridade de ajudar ou ignorar um pedido de ajuda é o máximo que muitos alcançarão na vida. E ainda se juntam em volta para saber mais detalhes sobre o sofrimento em primeira mão. Todos em silêncio. Se palavra é compromisso, qualquer comentário nessas horas pode ser comprometedor.&lt;br /&gt;Quando outros caem, eu corro.&lt;br /&gt;Quando outros levantam, não é a minha mão que encontram.&lt;br /&gt;Aceitamos a omissão, o papel de passivo. Como se não fazer nada fosse inofensivo. Não fazer nada provavelmente é a pior coisa que alguém pode fazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-7601038004584602802?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/7601038004584602802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=7601038004584602802&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/7601038004584602802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/7601038004584602802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2007/05/imprevisto.html' title='IMPREVISTO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-4830771048855814614</id><published>2007-04-28T00:41:00.000-03:00</published><updated>2007-04-28T00:43:31.133-03:00</updated><title type='text'>BOA NOITE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O alívio da luz que se apaga, da lágrima que corre solta, da falta de visão. Por algumas horas também não faz falta não ser visto. Simplesmente fechar os olhos e não se esquecer de respirar. O sonho que vai virar desejo. O desejo que virou sonho. A realidade fica para trás, esquecida por algum tempo. Simplesmente dou minha cabeça numa bandeja para minha imaginação e esqueço que ela existe. O sol aparece e o pesadelo recomeça. Mais um dia que chega sem ter sido chamado. Mais um dia que no futuro vou querer chamar, mas que não vai mais querer começar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-4830771048855814614?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/4830771048855814614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=4830771048855814614&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/4830771048855814614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/4830771048855814614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2007/04/boa-noite.html' title='BOA NOITE'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-5760604196844530588</id><published>2007-02-12T23:37:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T20:44:18.216-02:00</updated><title type='text'>VIDA INTEIRA VAZIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dona Sebastiana não sabia que a vida era feita de ilusão. 50 anos depois de nascer, continuava convivendo com a pura realidade para a qual aquele primeiro tapa na bunda a fez despertar. Sem grandes sonhos nem grandes decepções. Só o pacote básico do dia-a-dia.&lt;br /&gt;Nunca conseguiu entender por que alguém fala sozinho ou faz pedidos às estrelas cadentes. Nunca havia visto uma, inclusive – talvez por nunca ter olhado para o céu o suficiente. Casou com um engenheiro. Projeto-construção sem dispersão.&lt;br /&gt;Um dia seu marido foi comprar cigarro durante o Faustão. Nunca mais voltou. O mundo tão sólido de D. Sebastiana desmoronou. Cada tijolo parecia atingi-la por todo o corpo. Soterrada em planos fracassados e livre da barreira da realidade, se viu diante de todas as ilusões que sempre fez questão de desprezar.&lt;br /&gt;Cortou os cabelos, aposentou as agulhas de tricô e foi em busca de tudo que nunca havia feito. Resolveu partir para as artes. Ninguém mais vive tão perto da ilusão. Começou pela música, mas não deu certo. Depois de uma vida inteira ao som das batucadas de um relógio, havia perdido completamente o ritmo. Tentou escrever. O romance é o auge da vida de ilusão. Cria-se tudo que você gostaria de ser, sem ter o trabalho de viver. Mas de tão acostumada aos livros de receita e revistas de fofoca, faltou experiência de vida até para inventar uma outra história.&lt;br /&gt;Não desistiu. Artes plásticas, teatro, quiromancia, religião. Entre uma busca e outra, conheceu Batista, velho sambista da Portela. Músico, carnavalesco, pé-de-valsa, compositor e, acima de tudo, homem. Foi na paixão que D. Sebastiana conheceu a ilusão pela primeira vez. O tesão à primeira vista a transportou à ilusão cega do desejo. Um mundo novo, cheio de paisagens e personagens imaginários. Falas que nunca saíram da boca dele, mas que não saíam da cabeça dela. Ciúmes – irmã má da imaginação – planos de uma vida a dois, medo de uma vida a um. Por alguns meses conviveu com um homem que, apesar de ser de carne e osso, era pura imaginação.&lt;br /&gt;Mas a verdadeira amplitude dessa vida nova ela só descobriu no dia em que Batista a trocou pela porta-bandeiras da Mangueira. Uma grande traição, principalmente por ele ser da Portela. Enquanto o mundo imaginário que ela havia criado caía sobre sua cabeça, percebeu que nada poderia doer mais. A desilusão parecia mais real do que tudo que já havia tocado.&lt;br /&gt;Voltou para sua busca. Dentre as experiências que teve, preferiu a dor da ilusão. Só com ela D. Sebastiana soube o que era viver de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-5760604196844530588?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/5760604196844530588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=5760604196844530588&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/5760604196844530588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/5760604196844530588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2007/02/vida-inteira-vazia.html' title='VIDA INTEIRA VAZIA'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-6137329121958032201</id><published>2007-01-29T20:42:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T20:43:43.936-02:00</updated><title type='text'>Grito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O tempo não volta. Mesmo assim insisto em tentar voltar ao início. Àquele momento em que tudo o que eu queria era possível. Hoje eu vejo que não. Nunca foi. Agora mesmo que não voltará a ser. O lugar da despedida nunca vai ser o ponto de partida para o mesmo caminho. Naquele dia em que tudo terminou, eu comecei a ser tudo o que eu ainda não tinha sido para talvez voltarmos a ser o que éramos.&lt;br /&gt;Impossível. Não quero mais ser partida nem chegada. A gente sempre começa querendo voltar e acaba chegando onde tudo termina. Quero o percurso. O mais longo, por favor. Aquele que já percorremos algumas vezes, mas que sempre esqueço o caminho de volta de tão cega que estava quando por ele passamos. Sempre quero voltar, mas nunca quero retroceder. Medo de avançar. Medo de morrer. Medo de ter matado meu tempo com sentimentos imaginários. Nunca pensei que fosse tê-los. Logo eu, que nunca me afastei por mais de três palmos da realidade.&lt;br /&gt;Procuro alguém que me leve pra onde eu nasci. Poder ter coragem de gritar, chorar e espernear para sobreviver. Hoje me calo para ver se consigo silenciar todos os sentimentos fortes que envolvem a existência.&lt;br /&gt;O mundo dá voltas. Mas quem vive em sua superfície só ganha com isso os dias e as noites. Os caminhos da vida não têm nada a ver com isso. Nosso tempo acabou. A linha de chegada apareceu e você a cruzou bem antes. Parabéns, campeão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-6137329121958032201?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/6137329121958032201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=6137329121958032201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/6137329121958032201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/6137329121958032201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2007/01/o-tempo-no-volta.html' title='Grito'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-116977233423280256</id><published>2007-01-25T22:42:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T20:44:18.255-02:00</updated><title type='text'>SOM DA RUA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Quis ser escutada, mas estava muito rouca para gritar. Conseqüência de uma noite mal dormida no silêncio do fundo do poço. Desligou o rádio para esquecer das velhas histórias que as músicas sempre fazem lembrar. Religou. Preferiu viver com as histórias passadas do que com as latentes.&lt;br /&gt;Virou uma garrafa na esperança de ver em seu fundo uma solução. Em vez disso, viu tudo dobrado. Menos o que procurava. A iluminação da embriaguez deu a nítida sensação de que nada no mundo que tivesse lhe acontecido pudesse ser pior do que a ressaca do dia seguinte. Mas ela sobreviveria, como sempre. Nada como uma noite mal dormida para curar seus problemas.&lt;br /&gt;Outro gole. Melhor do que a dor física, só a ressaca moral do dia seguinte. Lembrar de momentos vergonhosos tiraria a importância de todas as essencialidades de sua vida, desde aquelas que sempre julgara fundamentais para a formação de sua alma. Formação de quem? Outro trago para esquecer que já havia tido uma alma só sua, 0 km. Já não lembrava mais de como ela era. Desde os tempos em que sua memória existe, sempre havia sido a sombra de outros, buscando refletir tudo que gostaria de ser.&lt;br /&gt;Como dizia sua avó, “o que arde cura”. Aquela cachaça definitivamente ardia ao descer. Bom sinal. Tomar mais uma pra garantir. Já não sentia quase nada. “Vovó sempre está certa”. Nada como a sabedoria de uma vida vivida. Os efeitos colaterais seriam muitos, mas ao perder a consciência o sintoma principal estaria curado. Pensar. Pelo menos por algumas horas, esquecer de tudo. Com sorte, também esqueceria daquela noite ao acordar com uma boa amnésia alcoólica. Pelo menos seria menos uma história que iria querer esquecer junto de tantas outras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-116977233423280256?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116977233423280256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116977233423280256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2007/01/som-da-rua.html' title='SOM DA RUA'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-116744795766192137</id><published>2006-12-30T01:05:00.000-02:00</published><updated>2007-01-02T22:25:19.026-02:00</updated><title type='text'>INTERVENÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Por que você não me conta como essa história começou?&lt;br /&gt;- Nem toda história precisa ter um começo. E também não sei de qual história você está falando.&lt;br /&gt;- O que aconteceu para você ter esses pensamentos?&lt;br /&gt;(Pausa)&lt;br /&gt;- Simples. As idéias, comecei a ter assim que respirei sem o corpo da minha mãe. No primeiro tapa na bunda que aquele médico me deu, já pensei e cheguei à conclusão que tudo que tinha pra fazer devido ao meu tamanho, era chorar. Mas essa parte eu não conto porque ninguém pode provar. O que eu queria dizer é que essas idéias sempre existiram. Até quando resolvi tê-las foi uma idéia. A primeira foi a segunda, na verdade.&lt;br /&gt;- Você está mudando de assunto e se confundindo. Vou mudar de abordagem. A pergunta é: quando você começou a se perder nessas idéias?&lt;br /&gt;- Como em toda guerra, nenhum lado é unanimamente bom ou mau. O que sabemos são só as versões. Esse seu “me perder” pode ter sido a forma que encontrei de me procurar. A minha versão é esta. Não acho que mereço a forca por isso. Ou pior: a camisa de força.&lt;br /&gt;- Ninguém aqui está te julgando. Só queremos entender para ajudar.&lt;br /&gt;- Mas se vocês não fazem idéia de como penso, como podem pensar sobre as minhas idéias? O importante é que sempre as tive. Não que por isso sejam confiáveis, já que elas vivem mudando independentemente da minha vontade. Mas eu sei que mudam livremente porque não tento entendê-las, e sim aceitá-las. Se eu que vivo com elas consigo fazer isso, por que é tão difícil para o resto do mundo? Idéia é feito partes íntimas. Cada um tem a sua, mas ninguém mexe na dos outros sem permissão.&lt;br /&gt;- Está vendo? É desse tipo de idéias que eu estava falando. E essas atitudes?&lt;br /&gt;- Minhas atitudes só dizem respeito às minhas idéias. São uma reação. Muito melhor do que as suas, que dizem respeito às idéias dos outros. Feito agora mesmo. Que tipo de atitude é essa de querer mudar a cabeça dos outros? Isso sim não faz a menor coerência. Se hoje eu estiver com a idéia de ser Carmem Miranda, serei Carmem Miranda e ninguém vai poder ser por mim. Mas se a idéia estiver na sua cabeça, quem sou eu pra ser Carmem Miranda?&lt;br /&gt;- Você não acha que essas atitudes não condizem com a vida em sociedade?&lt;br /&gt;- A vida em sociedade só vale a pena se cada um mantiver a sua individualidade. Seria muito sem graça se todos fossem normais como mandam os seus livros médicos. Todo mundo precisa de um louco pra se manter – ou sentir – são.&lt;br /&gt;- Então você acha que na verdade está cumprindo seu papel na sociedade?&lt;br /&gt;- Os grandes descobridores são loucos varridos. Ter visão é ter um pouco da insanidade necessária para ver além do normal. Esse papo de Terra redonda há séculos atrás era a maior loucura, certo?&lt;br /&gt;- Ok. Continue a pensar assim. Vou manter o tratamento. Ou você muda de idéia, ou eu mudo de profissão. Não entra na sua cabeça tão cheia de idéias que só queremos te poupar o sofrimento?&lt;br /&gt;- Idéias sempre correm o risco de nos dar sofrimento. É por isso que elas são tão impressionantes. Podem no levantar ou nos jogar abismo abaixo. Mas as mais perigosas são as que reprimimos em nossas cabeças. São elas que ficam se revirando no sangue, se misturando a todas as nossas células e ocupando nosso tempo. Se para você sanidade é isso, sinto muito, Doutor, mas acho que o senhor vai ter trabalho para uma vida inteira. Pelo menos a minha. Essa é a esperança que ainda guardo nessas paredes verdes. A propósito, esperança também é uma idéia. Uma das melhores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-116744795766192137?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/116744795766192137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=116744795766192137&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116744795766192137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116744795766192137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/12/interveno.html' title='INTERVENÇÃO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-116527856906149936</id><published>2006-12-04T22:25:00.000-02:00</published><updated>2006-12-04T22:29:29.063-02:00</updated><title type='text'>A CAMINHO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entre as nuvens e as estrelas, olho para baixo e vejo a camada de dúvidas que sempre encobriram minha realidade. Olho para cima e vejo um espaço infinito que um dia quero alcançar mas que, de tão grande, sempre me desanimou. Surge a dúvida. Ou me jogo, torcendo para que a gravidade da situação me leve lá pra cima; ou me deixo cair com todo o peso de minha consciência para ver se ultrapasso as nuvens e me esborracho na minha realidade. A única certeza é de que aqui não posso mais ficar. Atingir o chão pode doer. Subir para as estrelas tira o ar. As luzes de cima mostram mapas para tudo que quero ter. As de baixo, de tudo que não quero ser. É aí que a aeromoça oferece refrigerante com amendoim e o piloto anuncia turbulência. Fecho os olhos e deixo que eles decidam por mim. Por enquanto, uma Coca Light, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-116527856906149936?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/116527856906149936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=116527856906149936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116527856906149936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116527856906149936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/12/caminho.html' title='A CAMINHO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-116509630706654809</id><published>2006-12-02T19:46:00.000-02:00</published><updated>2006-12-02T21:26:47.120-02:00</updated><title type='text'>QUANDO CHEGA O PARA SEMPRE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Levei um susto enorme ao ver seu sorriso no meu rosto. Um dos inúmeros que lembro. Era aquele de quando você esparramava simpatia ao mesmo tempo em que trincava os dentes e desdizia os próprios lábios. Um dos meus favoritos. Foi exatamente este sorriso que estava em mim. Eu poderia moldá-lo com massinha, se necessário, mesmo depois de todos esses anos sem vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade quando dizem que adotamos os hábitos das pessoas mais próximas. Não foi genética. Foi só convivência mesmo. Já nem sei mais o que é de quem. Nunca soube nem o que era meu antes de você. Surgimos ao mesmo tempo. Fica difícil reconhecer a própria individualidade com tanta proximidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho que depois das brincadeiras terem acabado, das nossas grandes descobertas terem ficado ridículas e de todos esses anos que passamos longe, seus hábitos nunca tenham se afastado. Colecionei vários outros, um a cada esquina. Mas são os seus gestos, tiques e jeitos que continuo repetindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou reclamando. Pelo contrário. Fico feliz por a gente se encontrar tanto em mim. Só que no final das contas é no seu rosto que sinto falta de dar de cara com seu sorriso. Enquanto isso não acontecer, vou seguir rindo. É assim que divido com você os momentos de felicidade com seu sorriso bobo e os menos felizes com seu sorriso de consolo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-116509630706654809?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/116509630706654809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=116509630706654809&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116509630706654809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116509630706654809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/12/quando-chega-o-para-sempre.html' title='QUANDO CHEGA O PARA SEMPRE'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-116175718951288794</id><published>2006-10-25T03:18:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T03:19:49.523-03:00</updated><title type='text'>SOBRE TUDO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A gente cansa, mas se levanta. Conhece mais, faz o mesmo, repete tudo e sempre ganha. Não sabe mais quando é o começo – se tem começo – e nunca quer enxergar o fim. Dose de realidade prescrita e assinada por doutor de botequim. O resultado é falta de sono, de vergonha na cara e excesso de tempo perdido. Tão perdido, que só vamos lembrar de procurar quando tudo acabar. Na hora do tchau, do juízo final, do fim do tempo e do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente sabe, mas insiste em não aprender. Se enche de medo, finge coragem, repete bobagem, faz tudo errado. Mas na hora de levar a nota, quer ser o melhor da turma, receber parabéns, tapinha nas costas e sair abanando o rabo. Todo mundo sabe e, mesmo assim, errar continua sendo humano. Quem sabe de verdade, sente saudade do tempo da ignorância. Do tempo de acreditar em Papai Noel e coelhinho da Páscoa. Bons tempos em que tudo é novo demais para conhecer saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invejo os ignorantes. O conhecimento é o caminho mais rápido para a merda. Não se sente o que não se tem noção. Ao contrário do que dizem por aí, conhecimento sempre é demais. Os burros são tão alegres porque nem percebem a própria estupidez. É inconseqüente sair espalhando informações importantes. Elas pegam como praga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que dizer quem roubou, quem pecou, quem traiu. A resposta certa é que todo mundo já fez de tudo e muitas vezes nem sentiu. Ou simplesmente não quis contar. Guardar segredo é uma virtude que merece ser respeitada. A sinceridade é uma puta falta de respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-116175718951288794?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/116175718951288794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=116175718951288794&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116175718951288794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116175718951288794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/10/sobre-tudo.html' title='SOBRE TUDO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-116045271772418672</id><published>2006-10-10T00:57:00.000-03:00</published><updated>2006-10-10T01:00:45.740-03:00</updated><title type='text'>ESCURO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acordava com o despertador e a claridade. Abrir os olhos era sempre uma agressão. Pobreza, infelicidade. Às favas com tudo. Sabia que não havia muito no seu dia que merecesse ser visto. Colocava os óculos escuros e mirava sua atenção para onde bem entendesse, livre de culpa ou pudor. Preferia usar seu poder para apreciar artes e paisagens. Na falta de opção, simplesmente fechava os olhos. Uma falta de visão comum aos que são dotados dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acordava no meio da noite desesperada. A escuridão do quarto a fazia imaginar que havia ficado completamente cega. Medo de perder o livre arbítrio de usar sua visão quando bem entendesse. Nessas horas sentia saudades por não ter olhado melhor ao redor. Abria bem as pálpebras e procurava algum sinal de claridade. Catava tomadas ou fendas na cortina, na esperança de encontrar luz na rua. Não descansava até ver que estava enganada. Foi só um susto. Fechava os olhos, virava para o lado e dormia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-116045271772418672?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/116045271772418672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=116045271772418672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116045271772418672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/116045271772418672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/10/escuro.html' title='ESCURO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-115949403225962237</id><published>2006-09-28T22:38:00.000-03:00</published><updated>2006-09-28T22:43:55.136-03:00</updated><title type='text'>BRANCAS PÁGINAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A emoção do início e a esperança do final feliz acabam de se misturar com o medo do que ainda não começou e que não sei como vai terminar. A primeira folha do caderno novo. Como tudo que chega na frente, esta também merece uma atenção especial.&lt;br /&gt;A cada linha, um novo desafio que começa e termina tão rapidamente quanto minha mão consegue te percorrer. Você não merece linhas vazias. Não dos espaços em branco – sinal de respeito. Mas justamente a falta de conteúdo das que foram preenchidas.&lt;br /&gt;Gostaria de carregar sempre comigo essa ansiedade que sinto agora. Mas você não cabe mais na minha mochila. Em outros tempos, quando seu conteúdo vinha de matérias ditadas e copiadas, a falta de uma parte de mim deixava sua carga bem menor. Era só um meio de carregar todas as histórias que nunca inventei. Agora é o contrário. Definitivamente essas linhas não cabem mais na minha mochila. Nela já tenho que carregar tudo que me empurraram. Peso o suficiente para fazer minhas costas se curvarem e minha cabeça se abaixar. Se eu tivesse coragem, jogaria tudo fora só para abrir espaço. Já não existe mais espaço nem para mim.&lt;br /&gt;Fica aqui a promessa: posso não conseguir preencher todo seu espaço, mas prometo tentar honrar cada árvore que morreu para a sua existência. Pular uma linha ou outra não é desprezo. É respeito. É quando me calo pela sua dimensão. É a humildade de saber que nem sempre eu mereço ocupá-las.&lt;br /&gt;Acabo de ver que minha mão está chegando ao precipício das folhas que te sucedem. O ponto final é sempre a parte mais difícil. Fere a folha. De todas as suas regras, essa sempre foi a mais difícil. Virar a página. Deixar para trás mais uma história. Tudo bem. Por mais que esta folha termine, é só o começo de várias outras que vêm pela frente. Depois da primeira, tenho mais 599 páginas igualmente únicas. Bendita mania de comprar caderno grande.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-115949403225962237?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/115949403225962237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=115949403225962237&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115949403225962237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115949403225962237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/09/brancas-pginas.html' title='BRANCAS PÁGINAS'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-115403810667126624</id><published>2006-07-27T19:04:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T19:08:26.673-03:00</updated><title type='text'>FALTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já rodei o mundo ao contrário, voei pelos mares e andei pelo céu. Fui rainha, rei e bobo da corte. Entrei em labirintos, casas de espelhos, caí da roda gigante e fui parar de cabeça para baixo em montanhas russas. Já vi manchas azuis no mar vermelho e vermelhas no céu azul. Mudei de casa, roupa, cabelo, telefone, religião, personalidade, família, amigos, vocabulário, princípios, pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca recebi uma carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantive o mesmo véu atrás de meus olhos e os mesmos olhos atrás de vários véus. Aprendi filosofia, psicologia, meteorologia, quiromancia. Andei pelas ruínas de outras épocas e me ausentei nas da atual. Aproveitei chances que eu mesma criei, desperdicei outras que foram criadas. Bebi café com Nietzche, cerveja com Nelson, água com Ghandi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi uma estrela cadente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentei tempestades em caiaques. Escalei vulcões em erupção. Jantei com tribos canibais. Corri com leões. Fui rainha sem herdeiros. Morri de tédio com a parada do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca percebi que o que há de melhor sempre esteve perto demais para eu querer procurar.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-115403810667126624?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/115403810667126624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=115403810667126624&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115403810667126624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115403810667126624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/07/falta.html' title='FALTA'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-115387815110679036</id><published>2006-07-25T22:40:00.000-03:00</published><updated>2006-07-25T22:46:59.293-03:00</updated><title type='text'>SEXO, DROGAS E ESTILO MUSICAL DA MODA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Peito inflado de orgulho e de silicone. A pose de cada corpo que vaga pelo ambiente ocupa todo o espaço antes destinado à personalidade. Carcaças vazias se equilibram em saltos agulhas. Uma habilidade que exigiu anos de estudo, mas a sensação de estar lá em cima é sempre recompensadora. Por mais bolhas que isso possa causar no fim da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipocrisia toma o lugar da simpatia. A ambição vira desejo. O amor por uma pulseira de diamantes se transforma em casamento. Uma mulher ou dez amigos para cada cem mil dólares na conta bancária. Enterro cheio para fechar em grande estilo o último grande evento da sua vida vazia. Como os antigos faraós, prefere uma sepultura com riquezas do que o semblante agitado de quem tem uma boa história para contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mostra o que é. Só querem ser cada vez mais, por mais que isso signifique ser bem menos. Mais magra, menos diversão. Mais bonita, menos risos. Mais dinheiro, menos liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se produzem para não terem que produzir nada na vida. Ficam apenas perambulando entre as mesas. Não param para pensar em nada. Nem percebem que quando todos andam da mesma forma, ninguém sai do lugar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-115387815110679036?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/115387815110679036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=115387815110679036&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115387815110679036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115387815110679036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/07/sexo-drogas-e-estilo-musical-da-moda.html' title='SEXO, DROGAS E ESTILO MUSICAL DA MODA'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-115233825299865156</id><published>2006-07-08T02:56:00.000-03:00</published><updated>2006-07-08T02:57:33.010-03:00</updated><title type='text'>PRA QUEM, SENÃO VOCÊ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pare de se vangloriar. Esse texto não foi escrito especialmente para você. Da primeira até a última linha.&lt;br /&gt;Nunca me faltou vontade de dizer tudo que eu desdisse. É essa mania de menina de esconder os segredos no diário que eu nunca perdi. Agora fica mais difícil falar, deixando minhas páginas expostas para que qualquer um possa folhear.&lt;br /&gt;Não me entenda mal. Acho que não estou sabendo me expressar. É que, quando penso bem, esqueço de todo aquele texto que ensaiei tanto para decorar. Aquela cena perfeita que passei e repassei à exaustão na minha mente, vira um conto surrealista, de onde saio sem saber nem como entrei. Da mesma forma como até agora não sei como a nossa história começou. Não que tenha sido uma história, propriamente dita. Foi só um causo, desses que no máximo dão um dedo de prosa no botequim da esquina. Mas, se for contar mesmo, não dá nem uma página. É por isso que não escrevo sobre você. Sobre como nos conhecemos quase sem querer. Como nos envolvemos pelo excesso de querer. Como nos afastamos pela falta do querer.&lt;br /&gt;Também nunca fui muito boa com datas. Não sei em que momento me apaixonei nem que te esqueci. Às vezes acho até que foi tudo ao mesmo tempo. Mas talvez não tenha sido em tempo nenhum. Esse velho hábito de trancar meus segredos. Acontece que, em algum momento no meio do caminho, perdi a chave, mantendo o mistério até pra mim mesma. A obra da minha vida nunca foi interessante ao ponto de me fazer decorar os diálogos e narrações.&lt;br /&gt;Como prova de que não escrevo pensando em você, vou terminar esse texto bem de repente, como terminou a nossa história. E de trás pra frente, como fomos do fim ao início. Para deixar isso bem claro, nada melhor do que uma dedicatória para outras pessoas.&lt;br /&gt;“Aos que nunca acreditaram no meu talento, aos que não ofereceram nenhuma ajuda ao longo do trabalho e, principalmente, a quem não teve paciência de chegar nem ao final para ler essa dedicatória”. Pensando bem, agora percebo que esse texto foi escrito do início ao fim para você. Pode se vangloriar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-115233825299865156?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/115233825299865156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=115233825299865156&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115233825299865156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115233825299865156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/07/pra-quem-seno-voc.html' title='PRA QUEM, SENÃO VOCÊ?'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-115051564501253190</id><published>2006-06-17T00:39:00.000-03:00</published><updated>2006-06-18T03:08:53.500-03:00</updated><title type='text'>obs.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dois palmos. Ninguém pode imaginar o quanto já coube entre estes mesmos dez dedos. Antes do primeiro toque, esta mesma distância parecia muito perto, capaz de transmitir toda a química, física, matemática e biologia entre dois corpos. Parecia realmente impossível caber qualquer outra coisa, senão nossos olhos. Mas hoje, convertendo para a escala de medição do silêncio e da frieza, trinta centímetros equivalem a muitos quilômetros. Espaço suficiente para caber todo o vazio que minha cabeça sente por não poder mais pensar em você. E ainda sobrou centímetro para a tensão do momento, dúvidas e inseguranças. Só não sobrou para o sentimento que um dia tivemos, por mais reduzido que ele estivesse naquele momento. Couberam também as histórias que vivemos com outras pessoas. E outras pessoas em si também entraram, dando a medida dos traumas que servem como preconceitos e obstáculos. Também adicionamos pratos favoritos, viagens que deixamos de fazer e filmes que teremos que ver com outras pessoas. Tudo que sempre coube perfeitamente entre nós se expandiu. Ganhou corpo e proporções próprias, até que parou de nos pertencer. Em vez de ficar rodeando o espaço entre nós, começou a bloquear a vista que tínhamos um do outro, até impedir que víssemos além do que juntamos. Uma pilha de tralhas, que nunca nos desfizemos por medo de um dia sentirmos falta. Dois palmos. Uma fortaleza não precisaria de mais espaço do que isso se tivesse sido construída por nós. É tudo uma questão de referencial. Para os medrosos, esta distância vai ser sempre uma grande proximidade. Mas pra nós que nunca ficamos separados por mais de um milímetro, dois palmos é uma distância que nunca mais teremos energias para percorrer de volta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-115051564501253190?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/115051564501253190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=115051564501253190&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115051564501253190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115051564501253190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/06/obs.html' title='obs.'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-115033013733349414</id><published>2006-06-14T21:07:00.000-03:00</published><updated>2006-06-14T21:08:57.343-03:00</updated><title type='text'>CURTINHO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Abdiquei do direito de pensar por medo da ressaca causada pela insônia do momento seguinte. A partir de então, vivo com meus fragmentos. Pequenos pedaços de experiências que, juntas, formam a figura indecifrável que sou até pra mim mesma.&lt;br /&gt;E sigo assim, tentando juntar mais peças para atuar, como num jogo de criança paciente. Só que, diferente desses seres que ainda têm a vida inteira pela frente, não sou muito escolada na arte de esperar. Desisto assim que a peça começa a não fazer sentido com as outras partes que estão guardadas numa caixa. Lembranças que mal conheço e pouco entendo.&lt;br /&gt;Desde que comecei foi assim. O alívio imediato sempre me atraiu, cortando os problemas pela raiz enquanto deixava feridas escondidas sob uma superfície de casca grossa. Nada mais senti. Só que, quando a dor vai embora, deixamos de lembrar da sua causa. O alívio imediato é delicioso, mas não traz a cura. Com o tempo, o excesso de cortes acaba separando o que você foi do que você acabou se transformando. Uma forma desfragmentada e sem graça de vida.&lt;br /&gt;Escrever autobiografia? Capítulos soltos que mais parecem piadas do que contos. A curta duração de meus eventos só mostra a falta de continuidade e paciência dos meus vários “eus” que se formaram. Uma personalidade para cada história. Um personagem para cada realidade. Tenho certeza de que nenhum deles aceitaria uma peça nova e perfeita surgindo entre eles. Eles teriam que admitir todas as suas falhas. Não. Uma peça longa e perfeita me faria jogar fora tudo que me transformou no que sou.&lt;br /&gt;Se um prato se quebra, uma janela é estilhaçada pela bola de uma criança, o espelho se parte oferecendo sete anos de azar ou quando o santo de gesso se espatifa pelo chão: pego apenas um pedaço de cada e colo um no outro. Não necessariamente o melhor deles. Apenas a parte em que participei. É o meu mosaico mais imperfeito. Toda minha vida foi feita assim. Pedaços de pessoas que só tirei uma lasquinha.&lt;br /&gt;Ando entre os cacos de histórias, me esforçando para separá-los de tudo que ainda vou encontrar. Com cuidado para eles não me cortarem ainda mais. Mas também cuidando para que as feridas nunca se esqueçam de quem as fez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-115033013733349414?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/115033013733349414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=115033013733349414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115033013733349414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/115033013733349414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/06/curtinho.html' title='CURTINHO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114903006161506967</id><published>2006-05-30T20:00:00.000-03:00</published><updated>2006-05-31T22:19:30.673-03:00</updated><title type='text'>NEUROSE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O hóspede mais espaçoso de sua cabeça era a neurose. Não atravessava a rua sem olhar para os dois lados, mas ao mesmo tempo não conseguia tirar os olhos do chão. Sabia que as pessoas eram cruéis demais, capazes de roubar seu próprio passo. Em vez de tentar mudar o mundo, sua ideologia era fugir dele. Pensava apenas na própria salvação, se afogando em preconceitos para ser resgatada pelo vazio da solidão.&lt;br /&gt;Não julgava os outros pelo que eram, mas pelo potencial que tinham de lhe fazer mal a qualquer momento, se quisessem. Esquecia sempre que lá no fundo, todo mundo tem um lado bom. Não tinha amizades. Não podia acreditar nelas. Quanto mais próximas as pessoas ficam, mais vulneráveis se mostram.&lt;br /&gt;Não saía de casa depois de escurecer, nem depois do sol nascer. Medo de ver o mundo com clareza e da falta de certeza que a escuridão mostrava. Lia os jornais acreditando que cada fatalidade que havia acontecido uma vez, se repetiria a qualquer minuto e a cada esquina. Na sua, principalmente.&lt;br /&gt;Seu gênero favorito de filmes era o documentário - não que fosse ao cinema... ficou com medo depois de ler um tal e-mail sobre agulhas contaminadas deixadas nas poltronas. Mas os documentários mostravam exatamente como a vida é: cheia de acontecimentos trágicos. Já os de terror, não faziam sentido: a vida real dava muito mais medo.&lt;br /&gt;Com filtro solar e um comprimido de vitamina C duas vezes ao dia, se protegia também do próprio corpo. Todos queriam seu mal, inclusive ela mesma.&lt;br /&gt;Sem amigos e restrita a um quarto-sala nada espaçoso e cheio de grades nas janelas, viveu longe do mundo que criou na própria cabeça. Com tanto tempo pensando nos perigos ao seu redor, passou a vida inteira sem conseguir aproveitar a parte boa que faz todos os perigos valeram a pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114903006161506967?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114903006161506967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114903006161506967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114903006161506967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114903006161506967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/neurose.html' title='NEUROSE'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114892811925518129</id><published>2006-05-29T15:37:00.000-03:00</published><updated>2006-06-02T10:48:41.810-03:00</updated><title type='text'>PAÍS DAS MARAVILHAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As mentes estão muito poluída hoje em dia. A minha, pelo menos, eu sei que está. Suja de lembranças e histórias vividas ou simplesmente ouvidas. Histórias ruins, em sua maioria, já que as boas nós só guardamos com carinho, mas raramente as usamos como referência.&lt;br /&gt;Ao olhar uma situação, dou uma busca em minha mente e vejo como devo proceder. São regras e estratégias criadas pela minha péssima vivência. Só não paro pra pensar que em vez de aprender com o que deu errado, devo aprender com o que deu certo. Ou não. Cada caso é um caso. O que deu errado numa situação pode ser perfeito para outra.&lt;br /&gt;Na verdade, o melhor mesmo é não saber nada. A inexperiência dá coragem e não deixa o medo se aproximar. Só quem nunca levou um choque se arrisca a colocar o dedo na tomada. Quero voltar á minha ignorante inocência. Mas quero que o mundo todo me acompanhe. Sozinha não teria graça. Seria corrompida novamente e rapidamente.&lt;br /&gt;Não posso mais lembrar das minhas primeiras vezes. Não consigo resgatar os sentimentos que tive, até porque não tenho mais nenhum hoje em dia. Ficou tudo tão batido, tão cotidiano, que já não me emociona mais. Com esse antiquário cheio de quinquilharias na minha cabeça, fica difícil achar algo que eu não tenha visto, que ainda me surpreenda por mais do que alguns segundos.&lt;br /&gt;Meu consolo é a esclerose. Depois de muito treino, hoje já não consigo mais lembrar de finais de filmes e histórias sem muita importância. Mas um dia eu vou conseguir esquecer muito mais. Ao rever álbuns de fotografia, vou achar tudo novo de novo. Toda vez, vai ser a primeira de várias e, mesmo assim, vai continuar sendo também a única.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114892811925518129?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114892811925518129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114892811925518129&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114892811925518129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114892811925518129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/pas-das-maravilhas.html' title='PAÍS DAS MARAVILHAS'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114840942362640841</id><published>2006-05-23T15:35:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T15:37:03.636-03:00</updated><title type='text'>GAROA DE CHUMBO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;São Paulo há muito tempo é conhecida pelo caos urbano. Engarrafamentos, trabalho 24h, almas vagando dentro de corpos ocupados. Mas nunca se imaginou que esta cidade poderia ficar ainda pior. Ruas vazias, comércio fechado, nenhuma viva alma nas ruas.&lt;br /&gt;Nesta época de faroeste, bandidos e mocinhos vêm se enfrentando diariamente. O problema é que nem eles mesmos sabem mais em qual categoria se enquadram. Um caso complicado, tanto de resolver, quanto de entender.&lt;br /&gt;A polícia sempre trabalhou duro pra corromper sua imagem e incentivar o crime. Sim, peço licença pra generalizar. Por isso acabou sendo vista também como bandidos. Mas na última semana, voltou a ocupar seu espaço de mocinho, aquele personagem frágil que sofre as injustiças do mundo. Policiais foram brutalmente atacados por outros bandidos. Os assumidos. A mídia do mundo todo se comoveu. Eu também me comovi. Mas por pouco tempo. Quem sobreviveu se aproveitou da benevolência da vingança para formar grupos de extermínio. Seja por ódio, ou simplesmente pra treinar a mira em alvos móveis.&lt;br /&gt;E foi assim que os bandidos viraram mocinhos. Se infiltraram no bolo dos inocentes que estão morrendo, como quem se disfarça no meio de uma multidão. As pessoas não sabem separar e acham que morador da periferia é um bloco só: ora culpados, ora inocentes. Mais uma vez generalizando, os que estão morrendo são inocentes, então todos são inocentes injustiçados. Os verdadeiros culpados pela matança inicial estão por aí, curtindo um Jornal nacional recheado de sangue fresquinho. A vida já não tem mais valor. Enquanto isso, a opinião pública está se levantando em prol dos fracos e oprimidos.&lt;br /&gt;Confuso. Muito confuso. Ninguém mais sabe pra quem torcer. A verdade é que nesta guerra, ninguém mais sabe nem quem é quem. Como numa boa partida de futebol, policiais e bandidos deveriam usar camisas de cores específicas pra diferenciar. Deve ser por isso mesmo que existe a farda. De um lado do campo, os bandidos que estão virando mocinhos. Do outro, os mocinhos que já viraram bandidos há muito tempo. No meio, a população inocente sendo baleada no fogo cruzado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114840942362640841?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114840942362640841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114840942362640841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114840942362640841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114840942362640841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/garoa-de-chumbo.html' title='GAROA DE CHUMBO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114804627551177652</id><published>2006-05-19T10:43:00.000-03:00</published><updated>2006-05-19T10:44:35.523-03:00</updated><title type='text'>PASSADO NO FUTURO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É fácil contar sua história depois que a vida foi vivida. Pra mim, sempre foi diferente. Nunca vivi. Minhas histórias, eu contava antes mesmo de terem ocupado seu espaço real naquilo que todo mundo adora chamar de tempo. Mas de tão vivas que estavam na minha imaginação, acabaram realmente fazendo parte de mim. Do que sou. Pra que mais serve uma história, além de formar uma pessoa? Pois bem. Eu não estava lá. Mas elas sempre estiveram comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai uma delas. Um dia, quando eu tiver oitenta anos, mais ou menos, aconteceu algo incrível. Eu estava no fim da vida quando vi minha primeira estrela cadente. Até então, nenhuma nunca havia aparecido pra mim, como se eu não merecesse o pedido que ela poderia me oferecer. Mas esta foi diferente. Eu não a procurei. Não passei horas olhando pro céu, catando um astro em queda. Ela fez questão de me ver. Ao cair, se segurou em minha a janela, como se implorasse pra ser vista. Fiz meu pedido. Quando eu tiver oitenta anos, ele vai ser atendido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro acontecimento foi quando eu tiver meus quarenta anos. Até lá, já existiam vôos freqüentes e a baixo custo até a lua. Fui por uma companhia mais barata, sem serviço de bordo. É o preço que se paga pela economia. Colhi maçãs enormes. Uma refeição completa. Tudo era mais colorido. A música se alastrava por todo o ambiente. Lá, todos começaram a pensar de outra forma. Amor livre, desapego aos bens materiais, felicidade constante. Na volta, a normalidade voltou junto. Aparentemente, é culpa da gravidade sermos tão chatos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Melhor, só quando eu fui pra Atlântida, o tal paraíso perdido. Eu vou ter sessenta anos, mais ou menos. Pena que quando cheguei lá, já tinha sido abandonado de novo. Mas dessa vez, foram os responsáveis pela manutenção. Tanto tempo procurando o lugar e, quando acham, só o idolatram durante a febre inicial. Estava às moscas e era pertinho aqui de casa. Parece que sempre procuraram no continente errado. Os políticos já sabiam há muito tempo, mas estavam esperando valorizar. Essa mania de especulação imobiliária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, se você me pedir pra contar as histórias mais atuais, sinto muito mas não vou poder. Não imagino nada acontecendo na minha vida nos próximos nem nos últimos minutos. Minha vida vivida é a que vou viver. Ela parece bem real na minha cabeça. Bem mais do que qualquer cartão postal possa mostrar. Meu futuro é o meu passado e é também o que me faz ser no momento. O passado real, prefiro esquecer. Ele nunca me ajudou em nada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114804627551177652?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114804627551177652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114804627551177652&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114804627551177652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114804627551177652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/passado-no-futuro.html' title='PASSADO NO FUTURO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114780283922933865</id><published>2006-05-16T15:06:00.000-03:00</published><updated>2006-05-16T15:09:43.756-03:00</updated><title type='text'>CONTRA A PAREDE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre teve uma boa vida. Fazia o que queria com a liberdade de quem sempre tem razão. Construiu uma carreira sólida, uma família completa e, principalmente, a imagem que mais lhe agradava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aproveitou todas as fases até que, um belo dia, acordou aprisionado. Não era numa cadeia, hospital ou asilo. Literalmente, estava paralisado e enquadrado entre quatro ripas de madeira entalhada que só deixavam à mostra seu busto. Foi emoldurado com sua melhor roupa, mas não estava com sua alma. Ela não conta quando o assunto é a imagem que tentamos expor para os outros no dia-a-dia. Do rosto, não conseguiu tirar a expressão altiva com a qual recebia sempre suas visitas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhou em volta e viu que não era o único. Como ele, outros bustos sorriam placidamente exibindo suas jóias e patentes. Mais ao longe, estavam os outros estilos. Cada um querendo ser único em si, mas cheio de semelhanças quando classificados. As crianças com seus sonhos e imaginações de Dalí. Os adolescentes revoltados que não conseguiam colocar a própria cabeça no lugar eram cubistas Picassos. Os jovens adultos, vibrantes e cheios de espaços em branco eram Mirós. E vários outros grupos se empilhavam pelas paredes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No museu, apenas alguns conseguiam passear livremente pelos corredores com seus braços e pernas, sem a prepotência de observador nem as preocupações de observado. Apenas olhavam aquelas vidas com atenção. Ora de perto para ver detalhes, ora de longe para ver como um todo. Não necessariamente entendiam. Mas alguns, até que admiravam. E sempre respeitando a ordem dos seguranças de nunca tocar ou se aproximar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114780283922933865?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114780283922933865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114780283922933865&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114780283922933865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114780283922933865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/contra-parede.html' title='CONTRA A PAREDE'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114740324372069016</id><published>2006-05-12T00:06:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T11:43:28.563-03:00</updated><title type='text'>ACIDENTE</title><content type='html'>Enquanto todos morrem de medo de viver na ponta do abismo, eu te grito lá de baixo: “Pula! Pula! Pula!”. Pode pular. Eu cheguei aqui primeiro e sobrevivi. Na sua vinda, prometo ainda te segurar. Você não vai se machucar, pode confiar em mim. A não ser que, no meio do caminho, você resolva mudar de direção. Aí não garanto nada. É bom se concentrar.&lt;br /&gt;Durante anos você ficou ali, se agarrando com a ponta dos seus dedos. Cansado, desesperado para voltar lá pra cima. Sempre disseram pra não olhar pra baixo porque dava medo. E dá mesmo, acredite. O mesmo medo que você sente ao entrar pela primeira vez no mar. Você não sabe o que esperar, perde o controle da situação e não pára pra pensar como pode ser bom se deixar levar. Os equilibristas nunca olham pra baixo com medo de cair. Mas o desequilíbrio pode ser uma forma do seu corpo te avisar que lá embaixo pode ser bem mais divertido.&lt;br /&gt;Deixa cair. A gravidade e o tempo vão te jogar de qualquer forma. Mas o momento pode nunca mais ser tão bom quanto este. Vem dançar comigo aqui embaixo. A gente nem precisa saber todos os passos. Não precisa de nenhum, na verdade. É só deixar o nosso corpo dar o ritmo. Adorei seguir o ritmo do seu. Um dois pra lá, dois pra cá nunca foi tão completo. Pelo menos foi o que meu corpo sentiu: pulos e piruetas a cada movimento.&lt;br /&gt;Então pula! Mas pula rápido. Aqui embaixo tem outro abismo e estou cansada de me segurar sem o apoio das suas mãos. Se você não pular logo, juro que eu pulo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114740324372069016?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114740324372069016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114740324372069016&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114740324372069016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114740324372069016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/acidente.html' title='ACIDENTE'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114731782938591799</id><published>2006-05-11T00:23:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T11:45:10.446-03:00</updated><title type='text'>ÚLTIMO DESEJO</title><content type='html'>Conheceu a morte muito cedo. Desde então não quis saber de mais ninguém. Vivia seus dias pensando que estaria cada vez mais perto dela. Não era um amor impossível. Bastava esquecer de tudo e esperar. Dias, anos e quem sabe, com sorte, apenas alguns minutos para ir ao seu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até pensou em várias formas de antecipar este momento. Mas tirar a própria vida seria forçar a barra. Não por medo, mas por orgulho. Podia parecer muito oferecido. Teria que ser do jeito dela e esperar virou uma prática masoquista. Parou de ver graça no sol, nas estrelas, no mar, nas crianças. Era tudo apenas uma distração para o tempo passar mais rápido. “Nada é pra sempre. Um dia ela virá me visitar também”. Era amor, paixão e adoração. Nunca usava roupas sujas ou rasgadas com medo de encontrá-la em alguma esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na flor que murchava, no dia que se ia, nas colunas de obituário: tudo era um sinal de sua presença. Adorava seu jeito de trabalhar. A cada manchete sangrenta que lia, admirava seu talento e criatividade para atuar de diferentes formas. Queria estar à sua altura e ter boas histórias pra contar. Quem tira a vida, deve delirar com bons causos sobre que a viveu. Passou a ter dias intensos. Viajou, leu, bebeu. Mas quando amou outras mulheres, a velha paixão dava as caras, furiosa. Percebeu que a morte também era ciumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou de amar, odiar ou nutrir qualquer sentimento. De tanto pensar na feliz fatalidade, esqueceu de amar sua vida. Separou-se do resto da família que ainda sobrava. Também não queria trabalhar. Dinheiro só servia para criar laços onde não queria ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada parente ou amigo que se ia, ele morria de ciúmes. Pena que era só no sentido figurado. Os arranjos que levava ao cemitério normalmente não eram para os falecidos. Era o jogo da conquista. Toda dama adora receber flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ritmo, a vida foi lenta e lamentavelmente passando. Aos 108 anos continua esperando. Infelizmente, nem sempre nossos amores são retribuídos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114731782938591799?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114731782938591799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114731782938591799&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114731782938591799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114731782938591799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/ltimo-desejo.html' title='ÚLTIMO DESEJO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114720274022885625</id><published>2006-05-09T16:24:00.000-03:00</published><updated>2006-05-09T16:25:40.236-03:00</updated><title type='text'>AGONIA DEBAIXO DA TERRA – PARTE 2</title><content type='html'>Apesar de achar mulher naturalmente chata (salvas exceções, que são as minhas amigas), como passa-tempo do vagão especial, resolvi fazer um estudo antropológico.&lt;br /&gt;Constatação nº1: mulheres também são mal-educadas. Elas também empurram com toda a força pra poder se encaixar num lugarzinho melhor. Uma me empurrou.&lt;br /&gt;Constatação nº 2: mulheres são vingativas. Sabe a que me empurrou? Logo depois tive a oportunidade amplamente aproveitada de empurrá-la de volta. Foi uma alegria!&lt;br /&gt;Constatação nº 3: mulheres não pensam em novas alternativas. Quem busca um vagão especial pra fugir das famosas sarradas dos homens tarados, tem que pensar nas outras opções. Por exemplo: e as lésbicas? Posso jurar que tinha uma bem atrás de mim. Com a mão no meu bumbum, mais exatamente! Fui abusada da mesma forma.&lt;br /&gt;Constatação nº4: depois de tanta luta por direitos iguais, quanta regressão. É um absurdo. Basicamente este vagão especial divide as mulheres em duas classes: as que querem se preservar e as pervertidas que se misturam nos vagões cheios de homens. E ai de quem for de saia!&lt;br /&gt;Constatação nº5: odeio lugar cheio de mulheres. Uma ficava dizendo “unidas venceremos” enquanto outras entravam e se esmagavam. Preferia não estar tão unida a elas assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114720274022885625?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114720274022885625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114720274022885625&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114720274022885625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114720274022885625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/agonia-debaixo-da-terra-parte-2.html' title='AGONIA DEBAIXO DA TERRA – PARTE 2'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114714554059835533</id><published>2006-05-09T00:29:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T13:15:06.500-03:00</updated><title type='text'>AGONIA DEBAIXO DA TERRA – PARTE 1</title><content type='html'>Entrei no vagão especial para mulheres do metrô. Juro que foi sem querer. Quando vi, estava lá, rodeada pelo sexo tão frágil, que precisou desta discriminação extra. Então, já que passei por esta experiência, aqui vai o meu relato.&lt;br /&gt;O metrô estava mais cheio do que o normal. No alto-falante da estação, um funcionário despreocupado alertava: “especialmente hoje o metrô vai operar sem a ajuda de carros extras”. Traduzindo: se prepara, malandro, porque vai estar lotado. Pensei em sair e pegar um ônibus, mas já tinha gastado os meus últimos trocados no bilhete do metrô. Os dez centavos restantes não me levariam a lugar nenhum.&lt;br /&gt;Primeiro parei na porta de um vagão bem cheio. Olhei pra cima e vi a faixa de que aquele era especial para mulheres. Pulei pra porta do lado sem ver que o vagão era o mesmo. Distraída como sou, só fui perceber onde tinha me metido algumas estações depois. Foi mais exatamente quando ouvi uma mulher dizendo orgulhosa “pelo menos aqui só tem mulher”. Olhei em volta. Realmente, nunca tinha visto tanta mulher junta. Fiquei revoltada. Eu gosto de homens e nunca gostei de lugares com muitas mulheres. Odeio shoppings em promoção, sala de espera de ginecologista e nunca, jamais, em hipótese alguma freqüentaria o camarim do Wando.&lt;br /&gt;O mundo foi criado assim: homens e mulheres convivendo na mais perfeita harmonia. As últimas gerações lutaram tanto por uma igualdade e agora vem alguém e faz isso. Deve ter sido homem.&lt;br /&gt;Mas o pior de tudo não é a discriminação de ter um vagão separado. É ser discriminada por não andar nele. E agora? Se eu entrar no misto sozinha, na verdade estou querendo dizer “adoro ser sarrada”? Vou virar a tarada do lotação. Nem protestar eu posso. Só me resta não andar mais de metrô. A verdade é que, depois de ceder meu lugar para gestantes, idosos e deficientes físicos, sinto que perdi meu espaço pro preconceito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114714554059835533?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114714554059835533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114714554059835533&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114714554059835533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114714554059835533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/agonia-debaixo-da-terra-parte-1.html' title='AGONIA DEBAIXO DA TERRA – PARTE 1'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114674691973936623</id><published>2006-05-04T09:47:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T09:51:52.983-03:00</updated><title type='text'>AUTOBIOGRAFIA DA VIDA NÃO VIVIDA</title><content type='html'>Eu não estou louca. Minha história faz todo sentido. Pelo menos na minha cabeça, faz. Mas agora que cheguei ao fim, fica difícil voltar ao começo. Não é que o caminho seja longo. Na verdade, é justamente o contrário. É tão curto que dá até desânimo de ver quanta história deixei de ter para poder contar com grande entusiasmo por aqui.&lt;br /&gt;Mas vou tentar. Tudo começou com as convulsões de parto que senti no momento em que a rotina tomava conta da minha vida. Naquele momento, botei pra fora tudo que havia me segurado até então. Teve muito choro, gritos. Tudo isso é natural num processo destes. E quase nunca eles são seus. Particularmente, senti o mais sereno alívio. Aquilo sim estava certo. Mas as pessoas ao redor nunca entendem. “Você só pode estar fazendo isso pra chamar a atenção”. “Brigou com o namorado?”. “Eu sabia que as drogas um dia iam acabar com você”. Depois de tantas acusações você ainda tenta explicar. Até que desiste e resolve deixar as pessoas também pra trás. Elas nunca fizeram falta mesmo.&lt;br /&gt;Naquele momento, minha vida havia acabado de começar. Na certidão de nascimento, o nome da mãe era revolta e o do pai, desespero. Não vou ser batizada. Nunca gostei de ser guiada por nada, muito menos por uma religião que nunca entendi. Se padres acreditam naquele papo de pecado, como fizeram numa boa a Santa Inquisição??? Larguei a Igreja no momento em que comecei a aprender história.&lt;br /&gt;Casei na infância. Vivi no conto de príncipes e castelos. Só que no caso, a princesa lavava louça. Na adolescência, fiz carreira. Só pensava em ganhar dinheiro e conquistar o mundo, mas não necessariamente nesta ordem. O auge de energia e irresponsabilidade da minha vida catalisada para a ótima causa que era eu mesma. Minha velhice foi cheia de momentos onde joguei bolinha de gude, brinquei de pique-pega e fiz todas as besteiras escondida das várias mães que ganhei no caminho.&lt;br /&gt;Se eu tivesse a quem contar a minha vida, seria exatamente assim. A ordem cronológica só serve para atrapalhar os fatos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114674691973936623?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114674691973936623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114674691973936623&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114674691973936623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114674691973936623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/autobiografia-da-vida-no-vivida.html' title='AUTOBIOGRAFIA DA VIDA NÃO VIVIDA'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114651696670937953</id><published>2006-05-01T17:54:00.000-03:00</published><updated>2006-05-01T17:56:06.716-03:00</updated><title type='text'>TÉCNICAS DE RELAXAMENTO</title><content type='html'>Feche os olhos... Imagine uma praia linda. Ondas baixas, mar azul, água morna, peixes coloridos. Na areia, uma toalha de piquenique com todos os tipos de comidas e bebidas. Só você e a pessoa que você levaria para uma ilha deserta, além de crianças lindas e saudáveis tocando harpas e violinos para o seu deleite. O clima está agradável. O cheiro é o do mar com flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora abra os olhos e encare a realidade. Por trás dos muros que ergueram para sua proteção, crianças subnutridas roubam, mendigam, se prostituem, traficam e morrem. Tudo por um pouco de cola ou um prato de comida; o que for mais barato. Ainda mais perto, você vai ver a violência invadindo as ruas. Trocas de tiros com culpados e inocentes morrendo à bala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe um pouco mais longe e veja os políticos que elegemos seguem suas rotinas nos castigando pela péssima escolha. Não sentem culpa pela situação porque conseguiram criar um universo paralelo em suas mansões. Estão sempre de olhos fechados para o resto da sociedade. Talvez não devêssemos ficar tão longe assim deles. É bem mais difícil danar alguém que está olhando em nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com isso muitas pessoas continuam sem estudo, casa, família, comida. Moram nas ruas. Passam calor de dia e frio de noite. Crianças, adolescentes, adultos e idosos: não importa a idade, a sensação da desgraça que sentem na pouca carne que ainda têm é sempre a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a hora em que você escolhe: quer continuar fechando os olhos à realidade e relaxar com o mundo ao seu redor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114651696670937953?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114651696670937953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114651696670937953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114651696670937953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114651696670937953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/05/tcnicas-de-relaxamento.html' title='TÉCNICAS DE RELAXAMENTO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114609083471382136</id><published>2006-04-26T19:25:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T19:33:54.723-03:00</updated><title type='text'>A UM PULO</title><content type='html'>Quando criança, fui acostumada a nadar somente no lava-pé. E mais: com boinhas de braço. Não que eu gostasse, mas era isso ou fritar de calor com os adultos que não queriam desmanchar seus penteados.&lt;br /&gt;Muitos anos depois, longe do olhar excessivamente cauteloso de minha mãe, o estrago já estava feito. Enquanto os amiguinhos pulavam na piscina ensaiando seus mortais e piruetas, lá estava eu, descendo pela escadinha. Clima propício, verão e uma piscininha cheia de oportunidades. E eu lá, molhando só a pontinha do pé pra sentir a temperatura da água. A falta de propensão a correr riscos normalmente é o maior risco que corremos. E se a água estiver fria? E se bater aquela brisa que sempre bate nos fazendo acovardar? E se? E se?&lt;br /&gt;Não. Agora quero pular do mais alto de todos os trampolins. Às vezes vou conseguir maravilhosos saltos ornamentais. Às vezes, a mais dolorida barrigada. Mas, seja como for, um bom mergulho sempre melhora o nosso dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114609083471382136?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114609083471382136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114609083471382136&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114609083471382136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114609083471382136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/um-pulo.html' title='A UM PULO'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114597856359988809</id><published>2006-04-25T12:21:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T00:50:23.086-03:00</updated><title type='text'>OUTRAS DOSES</title><content type='html'>A cada copo que virava, era sua história que virava junto. Sem noção, sem limites. A verdade é que o álcool o envergonhava. Principalmente no dia seguinte, após ir embora pelos ares depois de tudo que havia provocado, deixando apenas memórias obscuras de uma noite que não tinha certeza se havia existido. Tudo que havia sido feito ou dito, parecia impossível. Quis evaporar junto da substância etílica.&lt;br /&gt;Mas teve que encarar a sóbria vida de caixa bancário, casado e com dois filhos. Gêmeos, ainda por cima. Se bem que muitas vezes não sabia se tinha gêmeos ou se estava sempre acostumado com a visão dobrada de bêbado. Mas as despesas no fim do mês confirmavam: gêmeos.&lt;br /&gt;Voltar à rotina depois daquele porre seria o pior de seus castigos. Saques, pagamentos, TED, DOC, CPMF, blá, blá, blá. Era tudo muito comum pra quem acabara de ver a vida de uma forma tão alucinada. Cada carimbada dada burocraticamente, era como se estivesse carimbando a própria sentença de morte.&lt;br /&gt;O mal-estar era normal. Já fazia parte do seu corpo, assim como a barriga de chope e a falta de cabelo. Mas o dia passou e começava a hora de esquecer tudo aquilo. E chegou uma, duas até virar várias doses, noites e histórias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114597856359988809?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114597856359988809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114597856359988809&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114597856359988809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114597856359988809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/outras-doses.html' title='OUTRAS DOSES'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114593385856373335</id><published>2006-04-24T23:55:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T23:57:38.576-03:00</updated><title type='text'>AQUÉM DO HORIZONTE</title><content type='html'>Ela olhava para o mesmo ponto fixo todos os dias, o dia inteiro. Hipnotizada por uma escolha difícil de ser deixada de lado, atraente por ser tão conhecida. E via o resto da vida passar pela visão periférica. Sabia que ela estava lá. Mas nunca virava o olhar para conhecer melhor as outras formas, cores e movimentos que poderia ter ou ser. Não ousava. Estava imobilizada. Faltava clareza nos mesmos olhos que cismavam em não olhar.&lt;br /&gt;Até o dia em que o alvo de sua atenção simplesmente se alterou. Assim, de repente, sem pedir licença nem dar explicação. Uma mudança pequena, mas que tomou conta de todo seu espaço. Uma mudança! Foi-se embora seu foco, sua forma de ver a vida, seus objetivos. Não sabia como nem pra onde olhar. Foi obrigada a abandonar tudo, procurar outro. Mas nenhum agrada. Nenhum é feito aquele, tão... conhecido.&lt;br /&gt;“Até que a mudança não ficou tão ruim assim”, pensa a voz do conformismo. E volta pra ele, mais feliz do que nunca por ele ainda estar lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114593385856373335?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114593385856373335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114593385856373335&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114593385856373335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114593385856373335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/aqum-do-horizonte.html' title='AQUÉM DO HORIZONTE'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114559443196998770</id><published>2006-04-21T01:39:00.000-03:00</published><updated>2006-04-21T01:40:31.976-03:00</updated><title type='text'>BANAL</title><content type='html'>Levou um tiro no meio da rua. Uma bala perdida, que supostamente deveria encontrar um traficante, mas achou bem mais interessante atravessar o caminho e o corpo de um inocente. Era marido de Joana e pai de Rodrigo e Juliana. Todos que viram gritaram, correram, se esconderam. Mas ninguém lembrou de ligar para a polícia, ambulância ou qualquer coisa que o valha. Depois de horas de espera largado na calçada, o socorro chegou. Morreu na porta do hospital porque a fila da emergência estava grande. “O processo é lento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 74 anos, 3 filhos, 5 netos e um enfisema, sua aguardada aposentadoria finalmente estava chegando. Sonhou anos a fio com este momento. Tinha planos, inclusive dormir até tarde. No último dia de trabalho, ele finalmente descansou em paz. Para sempre. “O processo é lento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no trânsito há duas horas. “A esta altura já estaria em Teresópolis se tivesse pegado a estrada”, pensou. Era hora do rush, mas ela só queria chegar em casa. No sinal, crianças faziam malabarismos pra sobreviver. Nada muito diferente do que ela costumava fazer no escritório. Mas agora isso era passado. Foi mandada embora semanas depois de anunciar sua gravidez. Não tinha carteira assinada. “Vou processar esses putos”. O aniversário de um ano do filho chegou. Sem festa. Sem presentes. Quase sem comida. “O processo é lento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Época de eleição. Escolheu o candidato a dedo, como sempre havia feito. Mas desta vez, sentiu que era diferente. Com um governante do povo, o país ia mudar. A injustiça, a pobreza e sua fome estavam com os dias contados. Acompanhou a apuração torcendo como se fosse seu time de coração jogando no Maraca lotado em final de campeonato. Quatro anos depois, a única mudança que sentiu foi a de que sua opinião não valia mais pra nada. Não votou. Perdeu o direito de ser cidadão. Mas e daí? Isso não ajuda mais em nada hoje em dia. “O processo é lento”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114559443196998770?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114559443196998770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114559443196998770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114559443196998770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114559443196998770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/banal.html' title='BANAL'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114554692213366256</id><published>2006-04-20T12:28:00.000-03:00</published><updated>2006-04-20T12:28:42.143-03:00</updated><title type='text'>FORMIGAS URBANAS</title><content type='html'>Somos todos formigas. Trabalhando o dia inteiro para conseguir tirar uma folguinha uma vez por ano. Formigas das operárias, que não têm direito a nada. Só a trabalhar sem reclamar. Afinal, formigas não falam. A cada fim de semana tentamos descansar, mas o fim de mês está chegando e, para conseguir descansar no início do mês seguinte, é bom trabalhar. Mas você trabalha e mesmo assim o mês começa e nada muda.&lt;br /&gt;Você sabia que formigas carregam até dez vezes o tamanho delas? Claro que sabe. Todo mundo sabe. Não é só porque não saímos carregando folhas de 500Kg nas costas que você acha que isso também não acontece conosco. Só que o peso é a responsabilidade. Já que a diferença entre homens e o resto dos animais é poder pensar; pensa, desgraçado. E o peso é outro. Você é capaz de fazer o trabalho de três. “Cortes de orçamento”. Mas olha o lado bom: não é você que está na rua. “Eu sou a formiga atômica. Por favor, me dê o trabalho de 20, mas não me mande embora”. Tudo para fazermos nossa casinha de merda, numa sociedadezinha igualmente classificada. E assim seguimos, com nossas rainhas mandando e desmandando enquanto morremos trabalhando. É, porque sua aposentadoria linda e divertida está juntinha do Papai-Noel: no incrível mundo da fantasia.&lt;br /&gt;E a comunicação? Formigas seguem seu caminho, guiadas pelo sinal que a pioneira dá. Precisa falar mais? É só alguém que está por cima da carne seca dar seu recado pela tv, que todas as operárias otárias vão atrás. Olha só a moda. Olha os anos 80, que todos picham mas estavam lá. Operárias por não terem bom-senso de saber o que não se deve fazer. Você deve casar, ter filhinhos e ser feliz. Dane-se tudo isso. E se eu quiser morrer solteira e de filha ter só uma tartaruga, que não reclama, chora ou tem condições de ir embora quando cresce, deixando você abandonado. Tá, é a vida. Mas não é a que eu quero e ponto.&lt;br /&gt;Quer ver mais uma? Quando você está no caminho de alguém, tentam te esmagar sem nem pensar que ali jaz uma vida. Você já esmagou uma formiga? E sentiu algum remorso ou culpa? Acho que não. Ninguém pensa que a coitada da formiga só está ali vivendo. E só. Mas também é uma vidinha. Como a nossa. Vida de formiga.&lt;br /&gt;De agora em diante, assumo um compromisso. Só mato formiga em casos de extrema necessidade. Ou quando elas se aproximarem de mim. Porque formigas têm mais uma grande semelhança com as pessoas: são um pé no saco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114554692213366256?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114554692213366256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114554692213366256&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114554692213366256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114554692213366256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/formigas-urbanas.html' title='FORMIGAS URBANAS'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114546005113637331</id><published>2006-04-19T12:20:00.000-03:00</published><updated>2006-04-19T12:20:51.146-03:00</updated><title type='text'>PRAZERES DA CARNE</title><content type='html'>Sou vegetariana desde criancinha. Só não havia descoberto ainda. Culpa da sociedade, que não orienta desde cedo para esta opção. E culpa da minha bisavó, que fazia uma carne moída que só de pensar, meu estômago fica triste.&lt;br /&gt;Pense na maldade de uma churrascaria. Mais: pense na maldade de um espeto de coração de galinha. Quantas vidas foram sacrificadas para fazer um simples espetinho. O pior é quem ainda tem coragem de deixar no prato. Seria melhor pegar o que não comeu para colocá-lo no peito, bem no vácuo de seu coração humano. Pratos de camarão então, nem se fala. E tem gente que ainda se choca com a chacina da Candelária.&lt;br /&gt;Tudo bem. Os carnívoros podem dizer que os animais levados para o abate são criados em cativeiro e que o objetivo de suas vidas é servir aos seres mais evoluídos. Mas isso todo mundo é. Não é por isso que saímos por aí, devorando asnos, bestas e cavalos. Ninguém pensa que eles têm vida própria. Até mesmo as espécies mais ignorantes, como Bush e Carla Peres, merecem que respeitemos seus direitos de viver e constituir família.&lt;br /&gt;Por mais que eu não suporte verduras e não seja a maior fã dos legumes, nunca mais como nada que me lembre carne! Onde fica o Mc Donald’s mais perto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114546005113637331?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114546005113637331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114546005113637331&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114546005113637331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114546005113637331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/prazeres-da-carne.html' title='PRAZERES DA CARNE'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114532801125410569</id><published>2006-04-17T23:39:00.000-03:00</published><updated>2006-04-17T23:40:11.263-03:00</updated><title type='text'>MEMORÁVEL</title><content type='html'>Nunca mais me apaixono por você. É sempre a mesma coisa. Você chega de repente, sentimentos te acompanham onde quer que eu esteja. E quando ficam sem opção, eles se escondem. Mas sempre deixam um rabo aparecendo, loucos para darem as caras ao primeiro sinal de sua voz. E depois voltam a se esconder em alguma gaveta aqui dentro. Aqui mesmo no meu quarto. Aquela gaveta que tremo só de chegar perto. A mais bagunçada de todas. A que esconde fotos, imagens, roupas, pensamentos, livros, cheiros, bilhetes e emoções.&lt;br /&gt;Pois saiba que, para demonstrar minha vontade de terminar de vez, devolvo tudo que te pertence. Tudo que ficou por aqui, debochando da minha ingenuidade de guardar objetos pensando que com isso, guardo você também. Encho uma caixa inteira com o que me lembra você. Rasgo fotos e me rasgo também por dentro. Mas tem uma coisa que me recuso a devolver: as lembranças. Não devolvo todas as nossas histórias. Nem se quisesse, conseguiria tomá-las de mim. Elas são tão minhas quanto suas e estão muito bem guardadas, longe de todos. Às vezes até mesmo longe de mim. Represento riscos a elas quando quero alterar nossa história pra te esquecer. Risco de levar desconfianças, raiva. Mudar coisas simples por capricho, orgulho.&lt;br /&gt;Vamos fazer o seguinte: como em toda união por comunhão total de momentos, eu fico com os meus, você fica com os seus. Eles são diferentes. Até os momentos iguais trazem recordações diferentes para cada um que os viveu. Pois eu vivi com você, mas vivi da minha forma. Então volto a repetir: não devolvo. E tenho certeza que, em algum lugar ou em alguma de suas gavetas, você ainda guarda as suas também. Não podem ser jogadas fora em qualquer lugar. Mas espero que você não as recicle, lavando as lembranças antigas com novas das quais não vou poder participar.&lt;br /&gt;Digo e reafirmo: não me apaixono mais por você. Pelo menos até chegar aí pra entregar a caixa com tudo que juntei. Mas confesso: esqueci junto das minhas memórias, algumas camisas para poder voltar mais uma vez. Ou duas. Ou três.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114532801125410569?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114532801125410569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114532801125410569&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114532801125410569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114532801125410569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/memorvel.html' title='MEMORÁVEL'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114530308731130233</id><published>2006-04-17T16:43:00.000-03:00</published><updated>2006-04-17T16:44:47.320-03:00</updated><title type='text'>TEORIA CABEÇA</title><content type='html'>Eu tenho uma teoria. Cabeça, sexo, espírito e personalidade. Como uma peça de quebra-cabeças com 4 encaixes, assim somos nós. Cada um com seu encaixe perfeito.&lt;br /&gt;Em baixo da peça, tem aquela pessoa com a qual nos damos maravilhosamente bem na cama. Encaixe perfeito. Estes são os melhores amantes. Mas para isso, é preciso que não haja qualquer um dos outros envolvimentos. Emoção sempre atrapalha tudo.&lt;br /&gt;Do outro lado da peça, logo acima, tem aqueles que combinam direitinho com nossa cabeça. Ideais, opiniões, planos. São aquelas pessoas que podemos conversar por horas a fio, se tornam melhores amigos e ótimos pra conversar quando queremos estar sempre certos. Mas é melhor ficar na amizade. Estar certo o tempo todo também ninguém agüenta.&lt;br /&gt;À direita, está também o espírito. Sabe aquela pessoa que você bate de primeira? Nem precisa conversar que já vai com a cara. O termo mais conhecido é “o santo bateu”. Pode originar amor à primeira vista, grandes amizades ou grandes decepções (quando vemos que estamos completamente errados).&lt;br /&gt;Por último (mas não menos importante), está a personalidade. Aquela pessoa que nem sempre concordamos, mas que tem um temperamento que completa direitinho o seu. Sabe te acalmar quando você está bravo, sabe te agitar quando você está demasiadamente calmo. Ou seja, aquela pessoa que sempre faz você se sentir como deve se sentir em cada momento. A melhor de todas.&lt;br /&gt;O problema é que está tão difícil arrumar uma pessoa que seja o encaixe perfeito pra qualquer dessas áreas, que vira quase impossível arrumar uma que se encaixe a todas. O melhor mesmo é ser aquela peça do canto, a primeira que você sempre tenta encaixar porque só tem dois espaços mesmo. Mas mesmo assim, dois é mais que um. Aí pensei numa utilização prática para essa teoria pra ela não parecer só enrolação. Ela explica por que é tão difícil ser fiel. As pessoas buscam completar sua paisagem, preencher aquele espaço vazio. E mesma assim, sempre sobra outro espaço vazio.&lt;br /&gt;Mas isso é só uma teoria. Só uma amostra de como funciona a minha cabeça. Se você não concorda, que pena. Pelo menos a peça da cabeça, a sua não encaixa com a minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114530308731130233?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114530308731130233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114530308731130233&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114530308731130233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114530308731130233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/teoria-cabea.html' title='TEORIA CABEÇA'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114529640335207163</id><published>2006-04-17T14:52:00.000-03:00</published><updated>2006-04-17T14:53:23.360-03:00</updated><title type='text'>NA CHUVA</title><content type='html'>De repente, sem pedir licença nem chances de defesa, um pensamento louco invadiu minha mente. Nele, estávamos só nós dois. Nada além. Nem árvore, chão, céu. Nem mesmo ar. Os detalhes se apagam, como foto antiga que perde a cor. E mesmo assim, tudo que eu poderia querer um dia, lá estava.&lt;br /&gt;Todo o vocabulário do mundo ficou desnecessário. As palavras não faziam mais sentido, já que o corpo dizia tudo. Num toque, num gesto, ou simplesmente em não fazer nada. Só o que guardei foi um relógio. Queria contar cada segundo que estivéssemos lá, como casais que contam seus meses. Só pra me vangloriar de que fui capaz de merecer cada um deles que estive ao seu lado.&lt;br /&gt;Saber que existe mais no mundo pra mim não é problema. Sei que nada vai me distrair de você. O ruim é que não posso controlar o seu tempo, as suas distrações. Você pode parar de pensar o que eu penso, fazer o que eu imagino e sentir o que eu desejo.&lt;br /&gt;Vai continuar maravilhado com o mundo ao seu redor. Querer agarrar a tudo e a todos. E assim vai esquecer de lembrar logo de mim e dos pensamentos que, por mais que estivessem o tempo todo só na minha cabeça, sempre foram completos demais pra nós dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114529640335207163?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114529640335207163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114529640335207163&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114529640335207163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114529640335207163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/na-chuva.html' title='NA CHUVA'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26326966.post-114529572743147073</id><published>2006-04-17T14:40:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T11:31:29.173-03:00</updated><title type='text'>Tá beleza?</title><content type='html'>Me disseram que o que meus olhos vêem, não é o mesmo que os seus vêem. O que é belo para mim, pode ser banal visto por outros olhos. Olhos que não têm a história, as saudades nem os desejos dos meus. Desejos estes que fazem minha alma se debruçar em suas janelas e investigar o mundo inteiro, à procura de um novo caminho.&lt;br /&gt;A estética nasce marcada por seu realizador. Incube nela sua marca. Deixa de herança para o mundo sua visão e ideologia. E para sempre ela estará lá, dizendo a todos o que era pra ser e nunca foi. A ilusão sim, que é a melhor forma de procurar o verdadeiro belo. O seu belo. Pelo senso comum e por nossa cultura, criamos parâmetros que nos permitem avaliar o que consideramos beleza. Parâmetros que mudam com as épocas e com a exaustão. O que hoje é considerado novidade, perde sua beleza com o tempo e com sua banalização.&lt;br /&gt;A verdadeira beleza é aquela que incomoda. Não desperta alívio, bem-estar aos olhos. Quem faz isso são as banalidades harmônicas. Não quero banalidades. Quero incômodo. Algo que me faça indagar que diabos é aquilo. Que levante questões em minha cabeça, já tão banalizada. Que provoque mal-estar e, principalmente, que me faça querer superar. Essa cadeia de sensações é que causa a verdadeira admiração de uma beleza. A beleza de estar vivo, de poder olhar em volta e ter todas as opções em suas mãos. As outras belezas são apenas objetos de decoração que ficam expostos para todo mundo, mas torcendo para serem observados por qualquer um.&lt;br /&gt;Não sei quanto aos seus, mas os meus olhos andam bem abertos procurando este tipo de beleza. O difícil só está sendo encontrá-las. Mas tudo bem. Deve ser um daqueles velhos problemas de miopia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26326966-114529572743147073?l=brancaspaginas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/feeds/114529572743147073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26326966&amp;postID=114529572743147073&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114529572743147073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26326966/posts/default/114529572743147073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspaginas.blogspot.com/2006/04/t-beleza.html' title='Tá beleza?'/><author><name>Pobre Urbano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
